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Sonho Ter

"Sonho ter um celular para poder me comunicar com meus amigos e familiares" - Paulo, 18 anos, Leucemia

Em um Sábado de frio as voluntárias marcaram um encontro na frente da casa de apoio onde o Paulo está hospedado. Para ele o objetivo dessa visita era realizar a prova da primeira fase de um processo em que concorria a uma bolsa de estudos para um curso.

Ao chegarem lá foram direcionadas ao quarto onde Paulo descansava por conta de dores no braço. Ainda sonolento, mais bastante empolgado, aparentava estar ansioso e nervoso com a prova que logo iria fazer.

As voluntárias, a mãe e Paulo conversavam um pouco sobre como ele estava após transplante da medula e sua recuperação e, para quebrar o clima, brincaram com ele, perguntando se havia estudo para encarar a prova. Ele disse que sim, e disse ainda que fez até um resumo com as informações que havia retirado do site da Make-A-Wish. As fadas informaram que a primeira fase da prova seriam questões sobre a ONG e a segunda fase questões baseadas na FUVEST.

Após alinharem tudo e separarem o material para iniciar, a prova foi entregue e ele teve um tempo para responder as questões que, mal sabia ele, o levariam ao seu sonho de ganhar o celular e não ao suposto curso.

Paulo foi rápido, em pouco tempo já tinha respondido quase tudo, ficou em dúvida apenas e duas questões e falou que não tinha alternativa a não ser chutar e assim vez com bastante convicção.

Terminou a prova e entregou a voluntária que avisou que sairia para validar com a Make-A-Wish se já podiam corrigir, quais seriam os próximos passos e poder avisá-lo.

Enquanto isso um telefone tocou. Ao atender, a voluntária que ficou no quarto disse: “Paulo, a ligação é para você.” E foi passando o telefone. Ele não entendeu muito. Do outro lado da linha a outra fada se identificou como alguém da Make-A-Wish e disse que estava faltando uma questão em sua prova. Paulo assustado indagou que ela poderia falar qual seria. Nesse momento a pergunta soou em seus ouvidos: “Paulo você acredita em seus sonhos?”.

Sem entender nada Paulo respondeu: “Sim, acredito muito”. Nesse momento a fada disso do outro lado da linha: “Então, sabe esse iPhone que você está usando? Ele é seu.” Sem acreditar, Paulo sorriu com muita timidez e seus olhos estavam marejados e transbordando felicidade.

Paulo desligou o telefone e levantou. As voluntárias começam a aplaudir e todos abraçaram-se com a certeza que um sonho de um garoto de 18 anos tinha sido realizado e que a magia havia tomado conta daquele lugar.

Voluntários: Amanda Gomes e Daniela Oliveira

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